O novo Chevrolet Sonic começou a chegar às concessionárias nesta semana. O lançamento nacional oficial acontece no próximo dia 20 de maio, mas o Autoscar já teve o primeiro contato com o modelo na Autus Chevrolet de Uberlândia e Uberaba (MG).
E se a primeira impressão realmente é a que fica, já dá para entender que a Chevrolet finalmente entrou em uma disputa onde estava ausente até então: a dos SUVs compactos com pegada mais urbana e visual coupé.

Dentro da linha Chevrolet, o Sonic chega posicionado acima do Chevrolet Onix e abaixo do Chevrolet Tracker. No mercado, ele vai disputar espaço com modelos como Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian. Mas olhando para o carro, principalmente na versão RS, a sensação é de que ele conversa muito mais com o Volkswagen Nivus.

Conhecemos as duas versões disponíveis no lançamento: RS e Premier. A RS aposta mais na proposta esportiva, com rodas em preto brilhante, grade frontal em formato colmeia, gravatas Chevrolet escurecidas e alguns detalhes exclusivos no acabamento interno. Também terá cores específicas.
Cá entre nós? Gostamos mais da Premier. As rodas polidas e o acabamento mais sóbrio combinam mais com a identidade tradicional da Chevrolet. No restante, RS e Premier são praticamente o mesmo carro.

O novo Sonic não tem nada em comum com aquele Sonic que a Chevrolet trouxe ao Brasil anos atrás. O nome permaneceu, mas o carro mudou completamente. Na dianteira, ele lembra bastante os SUVs maiores da marca, como Chevrolet Tracker e Chevrolet Equinox.
A lateral tem algo de Chevrolet Onix nas proporções, enquanto a traseira aposta forte na tendência atual das lanternas interligadas de ponta a ponta e em um aerofólio bem pronunciado, reforçando a proposta cupê.
Ao entrar no carro, a sensação é de familiaridade. Bancos, painel e instrumentos seguem muito próximos do que já conhecemos em Onix e Tracker. Pode até existir um detalhe diferente aqui ou ali, mas nesse primeiro contato não apareceu nada realmente novo.
E aqui entram duas observações pessoais que, na prática, também valem para Onix e Tracker. A primeira: o assento dos bancos dianteiros do Sonic, como no Onix, é mais curto que o da Tracker. Pode parecer detalhe pequeno, mas assento curto normalmente entrega menos conforto em viagens maiores.

A segunda é o painel digital que substituiu o conjunto analógico da linha Chevrolet mais recente. A sensação é curiosa: parece que a tela não conversa com o espaço onde antes existiam os tradicionais relógios analógicos. É como tentar encaixar um quadrado dentro de um círculo. Visualmente ainda causa certa estranheza.
Na mecânica, o Sonic segue um caminho já conhecido. O conjunto é o mesmo utilizado por Onix e Tracker: o motor 1.0 turbo de três cilindros com 115 cavalos. Segundo a Chevrolet, houve recalibração para melhorar entrega de potência e consumo, mas isso será algo para percebermos apenas quando o test-drive for liberado.
Os preços já anunciados para o lançamento R$ 129.990 para a Premier e a versão RS: R$ 135.99. Agora resta esperar os primeiros testes nas ruas.

