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Os sedans estão sumindo das ruas?

Ricardo Bagnete

Ricardo Bagnete

Redator

6/16/2026
5 min leitura
Os sedans estão sumindo das ruas?

Participação dos sedans cai no Brasil enquanto os SUVs dominam as vendas (e as ruas) e mudam o perfil do consumidor.

Há vários indicativos de que os sedans, aqueles carros com a clássica carroceria de três volumes bem definidos (motor, cabine e porta-malas), perderam espaço nas ruas e também nas linhas de produção das montadoras. Agora… se perderam espaço no coração dos motoristas, aí é outra história.

Recentemente, em conversa com um vendedor de seminovos, ouvi um relato direto e curioso: “Quase não temos sedans no estoque… e quando chega um, é difícil vender.”

Mas o que está por trás dessa mudança?

Segundo a Fenabrave, os sedans, somando compactos, médios e grandes, fecharam 2025 representando cerca de 12,63% dos veículos emplacados no Brasil. Um número que ajuda a entender o tamanho da queda.

E quando olhamos para as montadoras, o cenário fica ainda mais claro. A Ford, por exemplo, praticamente abandonou os carros de passeio no Brasil. Hoje, sua atuação está concentrada em SUVs e picapes.

Ficam as lembranças de modelos que marcaram época: Ford Fusion, Ford Focus, Ford Fiesta, Ford Ka… e, para os mais nostálgicos, o clássico Ford Corcel.

Entre os sedans médios, um nome segue praticamente imbatível: o Toyota Corolla. Com fama de confiável, resistente, fácil de revender, e, claro, carregando aquele rótulo de “carro de tiozão”, o modelo continua firme no mercado.

Já o Honda Civic, seu eterno rival, praticamente desapareceu das ruas após a marca optar por uma versão importada híbrida, com preço acima dos R$ 250 mil. Resultado: saiu do radar da maioria dos consumidores.

Hoje, quem sustenta o segmento são os sedans compactos, como: Chevrolet Onix Plus, Hyundai HB20S, Fiat Cronos, Volkswagen Virtus, Honda City e Nissan Versa. Modelos que ainda têm bom desempenho, mas já não carregam o mesmo protagonismo de antes.

Acima deles, ficam os sedans premium: BMW, Audi e Mercedes-Benz, além dos elétricos, que já entram em outra conversa.

Se existe um responsável claro por essa mudança, ele atende por três letras: SUV. Os utilitários esportivos conquistaram o consumidor brasileiro com uma combinação difícil de bater:
posição de dirigir mais alta, sensação de segurança, versatilidade e melhor adaptação às condições das ruas e estradas.

Os números comprovam essa virada: os SUVs saíram de cerca de 32,7% das vendas em 2020 para mais de 53% nos últimos anos Hoje, dominam o mercado. No fim das contas, o cenário é claro: os SUVs conquistaram o topo da preferência do consumidor e das vendas.

Mas os sedans… esses dificilmente vão desaparecer por completo. Podem ter perdido espaço nas ruas. Podem ter encolhido nas linhas de produção. Mas continuam ocupando um lugar especial na memória, e no gosto de muitos motoristas. E talvez seja justamente isso que os mantém vivos.

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Ricardo Bagnete

Sobre Ricardo Bagnete

Jornalista automotivo com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por motores clássicos e inovações do setor de elétricos.

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